10 de julho de 2019

Presidente da ANJ defende diretiva europeia de direitos autorais

Direito Autoral | Propriedade Intelectual |

O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, defendeu nesta terça-feira (9) que os meios de comunicação das Américas incluam em sua agenda a diretiva de direitos autorais aprovada pela União Europeia, de modo que as grandes plataformas digitais passem a ser reconhecidas também como meios de comunicação e remunerem o uso que fazem dos conteúdos jornalísticos, artísticos e culturais.

Marcelo Rech fez essa defesa em painel sobre questões relacionadas à liberdade de expressão, durante a cúpula anual realizada pelo Centro de Estudos Regulatórios e de Telecomunicações (CERTAL) e a Comissão Interamericana de Telecomunicações (CITEL) na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA). Para o presidente da ANJ, “o caminho para reverter o crescimento da desinformação e a fragilização dos meios de comunicação é o reconhecimento do seu valor”.

Ele assinalou que entre as novas ameaças à liberdade de expressão estão justamente a desinformação e o surgimento dos “desertos de notícias”, regiões onde não existem mais meios de comunicação locais ou eles estão fragilizados. Rech incluiu o “linchamento digital de jornalistas” a essas novas ameaças à liberdade de expressão, que se somam às antigas ameaças, como censura, prisão e assassinato de jornalistas.

No mesmo evento, o presidente da ANJ recebeu o prêmio “A Chama da Liberdade de Expressão”, concedido pela CERTAL em função da contribuição da associação à causa da liberdade de expressão. Rech destacou que a premiação ocorre quando a ANJ completa 40 anos, sempre comprometida com a liberdade de imprensa e o jornalismo profissional. Receberam também o prêmio o secretário geral da OEA, Luiz Almagro, e o diretor geral do grupo Megacadena de Comunicação, Carmelo Rugillo, do Paraguai.

Fonte  ANJ.org