26 de July 2018

Indústrias investem em inovação tecnológica

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A proporção de indústrias brasileiras que realizaram algum tipo de inovação em processos ou produtos no primeiro trimestre deste ano foi de 45,9%, o melhor resultado em um ano. É o que aponta a Sondagem de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) encomendada à Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O Brasil subiu cinco posições no ranking mundial de inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, divulgado recentemente, e passou para o 64º lugar entre 126 países. Melhoramos e o estudo da ABDI mostra que há um crescimento nos gastos em inovação, mas temos muito queavançar e isso só irá acontecer com investimento continuado, melhora do cenário econômico e reformas, como a Tributária”, afirma Guto Ferreira, presidente da ABDI.

A sondagem revela que os gastos com inovação foram retomados após seis meses de queda. O indicador voltou a subir e passou de 92,8 pontos para 96,6 pontos entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro deste ano.O dado é obtido pela diferença entre a proporção de empresas que afirmaram ter aumentado os gastos em inovação e aquelas que mantiveram ou diminuíram, acrescido de 100. Quando o indicador, que varia em uma escala de 0 a 200, se mantém abaixo dos 100 pontos, significa que um maior número de empresas diminuiu ou não realizou investimentos em inovação.

Expansão

A parcela de empresas pesquisadas que aumentaram os gastos com inovação foi de 11% para 21,6%, maior nível desde o terceiro trimestre de 2014 (23,4%), enquanto as indústrias que diminuíram os recursos para inovação passaram de 13,6% para 11,3%, no mesmo período. No entanto, o percentual de empresas que não fizeram gastos passou de 4,6% no quarto trimestre de 2017 para 13,7% no primeiro trimestre deste ano. Dentre as empresas pesquisadas, 54,1% pretendem inovar no segundo trimestre de 2018, um aumento de 3,5 pontos percentuais em relação ao período anterior. Este é o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2015, que teve perspectiva de inovação de 56% das indústrias. No entanto, este otimismo pode ser afetado pela greve dos caminhoneiros, deflagrada após a realização da Sondagem de Inovação. A paralisação provocou recuo de 3,34% na atividade econômica de maio, em comparação com abril, segundo dados do Banco Central.