3 de agosto de 2018

Governo assina contrato com BID para financiamento de projetos de inovação

Inovação | Tecnologia |

Linha de crédito de U$ 1,5 bilhão será aplicada nos próximos seis anos

BRASÍLIA — O governo federal assinou nesta quarta-feira um contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de U$ 600 milhões para o financiamento de projetos na área de inovação. O valor faz parte uma linha de crédito, também formalizada nesta quarta, que totaliza U$ 1,5 bilhão em recursos que serão aplicados nos próximos seis anos.

Os contratos determinam que a Financiadora de Estados e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, gerencie a aplicação destes recursos. Além disso, nesta primeira parcela do contrato, além dos US$ 600 milhões do empréstimo vindos do BID, a Finep também entrará com uma contrapartida no valor de US$ 103,6 milhões.

Os recursos serão destinados a empresas que queiram investir em projetos de inovação e as próprias empresas ficarão responsáveis pelo pagamento do empréstimo, no qual a União será a avalista perante o BID.

Os documentos formalizando o empréstimo foram assinados nesta quarta, durante a reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), com a presença do presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.

Na saída da reunião, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, explicou que os recursos poderiam ser utilizados para políticas públicas e pesquisas:

— Todos esses recursos serão disponibilizados para políticas públicas, para pesquisas no campo da ciência e da inovação – disse o ministro Kassab.

Durante a reunião do Conselho, o presidente Michel Temer também destacou a parceria do Brasil com o BID:

— A inovação é o motor da economia contemporânea. Investir em inovação, como fazemos, é aproximar a atividade criadora e a produção – disse Temer.

Segundo a Finep, a linha de crédito oferece cinco anos e meio de carência e outros 25 anos para o pagamento do empréstimo. A financiadora informou ainda que os recursos serão destinados para os seguintes setores: Químico, Mineração, Biotecnologia, Tecnologia de Informação e Comunicações, Metal mecânica e Saúde.