14 de julho 2018

China entra para lista dos 20 países mais inovadores

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Brasil ocupa 64ª posição no ranking, seguido pelo Irã em 65º

A China ingressou a lista das 20 economias mais inovadoras, ocupando o 17º lugar no ranking do Índice Global de Inovação (GII, em inglês), divulgado nesta terça-feira (10). O estudo, publicado anualmente, foi feito pela Universidade Cornell e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), para a revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

É a 11ª edição do GII, que funciona como uma ferramenta quantitativa detalhada que auxilia os países na tomada e decisões, apontando os pontos mais fortes e mais fracos.

O índice classifica 126 economias com base em 80 indicadores, que vão desde taxas de apresentação de pedidos de propriedade intelectual à criação de aplicativos para smartphones, até gastos com educação e publicações científicas e técnicas.

A Suíça é a primeira classificada, pelo oitavo ano consecutivo, seguida pela Holanda e pela Suécia. Longe de aparecer somente Europa e Estados Unidos, os países asiáticos estão cada vez mais presentes entre os classificados como países mais inovadores do mundo.Além da China, que entrou neste ano entre os 20 primeiros, também estão classificados Singapura (5º), Coreia do Sul (12º), Japão (13º) e Hong Kong (14º).

“A classificação da China representa um avanço para uma economia que vivencia uma rápida transformação guiada por uma política pública que prioriza a pesquisa e o intenso desenvolvimento”, afirma o documento do GII.

Na América Latina, o Brasil assumiu sua melhor posição em quatro anos, configurando o 64º lugar, apesar de ser a maior economia da região. Quem lidera é o Chile, em 47º lugar, com pontos fortes em qualidade regulatória, matrículas no ensino superior, acesso a crédito, empresas que oferecem treinamento superior e abertura de novas empresas.

Neste ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae foram parceiros do lançamento da edição, que, na publicação, destacou como pontos fortes do Brasil os gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações líquidas de alta tecnologia, qualidade de publicações científicas e universidades, sobretudo a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Campinas (Unicamp).

No mais, a Itália caiu duas posições, chegando à 31ª. Os EUA também retrocederam duas posições, saindo em 6º lugar, apesar de serem o número um absoluto em contribuições de produção inovadora e em investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

O top 10 de países mais inovadores é quase todo europeu, com qualquer exceção: depois da Suíça, seguem Holanda, Suécia, Reino Unido, Singapura, Estados Unidos, Finlândia, Dinamarca, Alemanha e Irlanda.

Malásia (35º), Tailândia (44º) e Vietnã (45º) sobem cada vez mais na classificação, enquanto na Ásia central e meridional, a Índia (57º) é quem lidera e apresenta “potencial para fazer a diferença no panorama de inovação global nos próximos anos”, como aponta o estudo.

Na África, que ocupa as últimas posições da classificação, tem a África do Sul em 58ª posição, com melhorias na qualidade de suas publicações científicas. Por fim, o GII demonstra preocupação pela diminuição na apresentação de periódicos ligados ao estudo de energias renováveis, depois do pico que teve esse assunto em 2012.

Fonte: Terra