28 de junho de 2019

Caso JBL | Como a pirataria no Brasil afeta marcas e consumidores

Marcas | Propriedade Intelectual |

Produtos falsificados existem aos montes e sequer são “segredo” para, digamos, grande parte da população. E a JBL não fica de fora, tendo em vista sua popularidade: em 2018, o Canaltech fez uma apuração na qual identificou 57 apreensões de cargas importadas contendo produtos falsificados da marca JBL realizadas no Brasil. No mesmo ano, no total, 400 mil produtos falsificados da marca foram apreendidos.

Além disso, 12 ações de busca e apreensão foram realizadas em centros comerciais de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Florianópolis e Porto Alegre. “Dos 11 casos já concluídos, foram contabilizados mais de 11 mil produtos apreendidos, mas a estimativa é que, após o término da contagem dos casos, serão registrados mais de 700 mil unidades de produtos falsificados com a marca JBL apreendidos no Brasil em 2018.”

Rodrigo Kniest, vice-presidente para a América do Sul e presidente da Harman do Brasil, explica que este volume de produtos falsificados “é péssimo para a marca, mas em primeira instância é péssimo para o usuário, o consumidor.” Indo mais além, ele classifica os usuários em duas categorias:

  1. Os que sabem que não se trata de um produto original;
  2. O grupo dos que são realmente iludidos.

“Ou o usuário sabe que está sendo enganado ou está se enganando, querendo acreditar que está pegando um produto que tem pelo menos 10% daquele outro, que é o original”, acrescenta.

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Mas, afinal, o que será que as marcas pensam sobre a qualidade e o “produto final”, filho da pirataria? De acordo com o VP da Harman, a opinião é incisiva: “Não é réplica. É outra tecnologia, outra fabricante. Não tem nenhum vínculo com a tecnologia que a empresa [oficial] tem. A cópia não tem nenhum vínculo original com os critérios de engenharia ou desenvolvimento da marca que realmente desenvolveu aquela tecnologia, aquele produto.”

Já sobre o marcas e empresas que trabalham com cópias, Rodrigo afirma que a coisa vai muito além de tentar imitar. ”Para uma marca fazer um produto, colar um adesivo falso em cima da marca de outra empresa, estará cravando um atestado de: ‘olha, eu não sei fazer um produto, eu não consigo fazer um produto, então eu vou fingir que eu tenho um produto parecido com aquele outro’”.

Fonte CanalTech