12 de julho de 2018

Brasil sobe 5 posições em ranking mundial de inovação, após 2 anos estagnado

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País ocupa agora o 64º de 126 degraus; gastos com pesquisa e desenvolvimento e qualidade de publicações científicas contribuíram para melhora; Chile, Costa Rica e México ainda estão na frente.

 

Depois de dois anos estagnado, o Brasil subiu em 2018 cinco posições no ranking mundial de inovação elaborado pela Universidade de Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). O país saltou do 69º para o 64º lugar, entre 126 economias listadas. É a melhor classificação em quatro anos.

Ainda assim, a maior potência econômica da América Latina e Caribe fica atrás dos vizinhos Chile (47ª posição), Costa Rica (54ª) e México (56ª) na lista.

De acordo com o estudo, a melhora do índice brasileiro se deu principalmente por gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações de alta tecnologia e pela qualidade das publicações científicas nacionais, especialmente da Universide de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Por outro lado, o país decepciona na formação de cientistas e engenheiros, no crédito, investimento, produtividade e criação de novos negócios, de acordo com o estudo.

A Suíça lidera o ranking pelo oitavo ano consecutivo. O país se destaca nos indicadores de registro de patentes e também na indústria de média-alta tecnologia, além de ser um dos que mais investe em pesquisa em desenvolvimento e ter universidades de qualidade.

Um ponto que chama atenção na lista deste ano é a ascenção da China para o grupo das 20 melhores classificadas, na 17ª posição. No ano passado, ela estava no 22º lugar. Já os Estados Unidos caíram do quarto para o sexto degrau.

“A rápida ascensão da China reflete uma direção estratégica definida pela liderança principal para desenvolver a capacidade de nível mundial em inovação e para orientar a base estrutural da economia para setores mais intensivos em conhecimento que dependem da novação para manterem sua vantagem competitiva”, diz em nota o Diretor-Geral da OMPI, Francis Gurry.

Veja os 20 primeiros do ranking:

  1. Suíça
  2. Países Baixos
  3. Suécia
  4. Reino Unido
  5. Singapura
  6. Estados Unidos
  7. Finlândia
  8. Dinamarca
  9. Alemanha
  10. Irlanda
  11. Israel
  12. República da Coreia
  13. Japão
  14. Hong Kong
  15. Luxemburgo
  16. França
  17. China
  18. Canadá
  19. Noruega
  20. Austrália

 

Destaques dos países mais bem-posicionados da América Latina e Caribe

Chile

  • qualidade regulatória
  • matrículas no ensino superior
  • acesso a crédito
  • empresas que oferecem treinamento
  • abertura de novas empresas
  • fluxos de entrada e saída de investimentos externos diretos

Costa Rica

  • gastos com educação
  • acesso ao crédito
  • produção por trabalhador
  • valor pago por uso de propriedade intelectual
  • exportações de informações e serviços de tecnologia da comunicação e mídias

México

  • facilidade de obtenção ao crédito
  • fabricação técnica
  • importações e exportações técnicas
  • exportações de bens criativas

Brasil

  • gastos com pesquisa e desenvolvimento
  • importações e exportações líquidas de alta tecnologia
  • qualidade das publicações científicas

 

O ranking

O Global Innovation Index GII classifica 126 economias com base em 80 indicadores, que vão desde as taxas registro de patentes até a criação de aplicativos para smartphones, gastos com educação e publicações científicas e técnicas. São levados em conta dados sobre as instituições de cada país, sobre capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e das empresas, além do desenvolvimento de produtos tecnológicos e criativos.

O índice é calculado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) e tem o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Fonte: Globo.com